Confusão

em sábado, fevereiro 13, 2010
Está tudo muito confuso por aqui. Caminhando pela rua, podia ter certeza que via você em muitos corpos. Entrei em casa, e a mesa estava pendurada no teto. Olhei minha mãe, chorando de alegria e de tristeza. Vagarosamente, algumas pessoas foram chegando, e eu continuo a não entender nada. Tudo muito lento, muito vago, muito vazio, muito cheio da sua ausência. Companhia chata, essa tal de saudade. Ela gosta de cutucar, mexer, apertar, fazer chorar. E ainda que eu saia correndo, fuja, expulse-a de perto de mim, ela insiste em me fazer companhia, e com o tempo, tornou-se uma companheira inseparável, embora por vezes, indesejável. Eu mesma aqui, choro alegre, choro triste, choro sozinha. Abri a janela e olhei o céu. O infinito fascina, e as estrelas... Ahn, as estrelas... Cada uma brilha na sua intensidade, no seu tempo. Brilha onde está, com o que pode, como pode. As formas de Órion, Escorpião. Não consegui enxergá-las muito bem, a poluição não deixou. Mas já notei essas formas tantas vezes no céu ao seu lado, que meu coração pôde, por mais de um segundo, encher-se de alegria. Eu as vejo aqui onde estou, você as vê daí onde está. Tem algo maior que une o mundo, com toda sua confusão: as lembranças. Por mais doídas e saudosas que elas sejam, as lembranças são capazes de unir dois coraçõe distantes, duas mentes diferentes, dois mundos opostos. Se a gente sente falta, é porque foi e é importante. Se a gente gosta de vida, a gente gosta de sorriso, de sonho, de realização, de felicidade, e até de saudade. E a gente gosta da certeza de que um dia, quando tudo estiver mais organizado, a mesa volta pro chão da sala, e a gente não chora de alegria e tristeza ao mesmo tempo. E toda essa confusão, é de um coração que não desapaixonou-se. E que sente e pressente: nunca deixará de amar aquele que foi-se, e levou seu amor completo e inigualável como companhia.

"A estrela que escolhi não cumpriu com que eu pedi, e hoje não a encontrei. Pois caiu no mar e se apagou, se souber nadar, faça-me um favor? O milagre que esperei nunca me aconteceu, quem sabe só você pra trazer o que já é meu?
Brilha aonde estiver... Faz da lágrima o sangue que nos deixa de pé!"
(Não Há de Ser Nada - O Teatro Mágico)
Letícia Christmann
Ps. Pessoas queridas, passei na UNESP!
Dentro de pouco, estarei em outra cidade cursando História,
e minhas vindas aqui talvez se tornem raras...
O momento é delicado, o coração está doído, e uma mudança
calhará bem pra toda essa minha confusão...
Mas não me esqueçam ok?!

6 comentários:

uma criança. disse...

Essa saudade, indesejada, mas inseparável, quando aprendemos a lidar com ela, ela some. quando enos esperamos, ela nos cutuca.

Parabéns, Lê, tudo de bom pra vc na nova cidade, na tão desejada faculdade. Não esquece da gente, viu?

Rebeca Postigo disse...

Saudade é saudade...
Parabéns!!!
Teremos mais uma historiadora!!! rsrs
Não me esquecerei de ti...

Bjs

''Tay' disse...

saudade é uma coisa incerta.
Parabéns, teremos uma futura historiadora aki =]

bjus =*

Pri Moscão disse...

Te esquecer srta leticia? como vc e engraçada.. como se isso fosse possivel!! kkkkkkkk vo sentir sua falta rsrs.
Qto a sua dor, saudade e o restante, sao mals necessarios, pra gnt dar valor naquelas pequenas coisas, aquelas q como vc msm diz, a gnt nunca esquece!!!

Aline disse...

Ai Lê essa saudade que você ta sentindo é tão ruim isso..mas eu já disse eu sei que não vai ser a mesma coisa...mas sempre que você precisar conversar mesmo longe eu sempre vou estar aqui pra te ajudar em tudo..Eu to muito feliz por você ter conseguido o que queria..torco pra que você seja MUITO MAS MUITO FELIZ..Poque voce merece de verdade..eu sei o quanto você batalhou por isso.Então que voc~e sempre seja feliz onde estiver!

rafael disse...

Primeiramente quero desejar Super parabéns a Lê que passou na UNESP!!!

E no mais, tudo mesmo é confuso, mas a gente pode tentar desconfundir as coisas né ;P

Continue assim Lê!!

beijos!!

;*

 
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