Hoje eu vou inventar o anti-telejornal...♫

em quinta-feira, outubro 15, 2009
Sem farsa, conchavo, sem guerra
Sem malta, corja ou trapaça
A vida é um drible ágil
Entre as pernas da desgraça
Hoje eu vou inventar
O anti-telejornal
Pra passar só o que é belo
Pra passar o essencial

(Trecho da música Anti-telejornal, Skank)



Postado por Erica Ferro

Como você se vê?

em sexta-feira, outubro 09, 2009
Será que nos enxergamos como, de fato, somos? Do que nos alimentamos?
Como anda seu ego, calmo ou absurdamente inflado? Do que ele é alimentado?

Ego é a maneira como nos vemos. Até aí nenhum problema. O problema pode estar na nossa maneira de nos enxergar. 
Vemos nossos defeitos? Vemos-nos como serem falhos e predestinados a uma eterna evolução? 

Temos consciência de nossa dependência mútua? 
Não somos o centro do mundo, nunca seremos.
Somos, sim, autores de nossa história, responsáveis pelo desenrolar do nosso destino, donos de nossas escolhas, mas não centros do universo.
Não somos perfeitos, não somos superiores a ninguém, não podemos exigir perfeição de nenhuma pessoa, pois não somos perfeitos. Não nos convém alimentar o nosso ego com superficialidades, obrigando aos outros que sejam cumpridas todas as nossas vontades nas horas que nos apetecer. 
Temos que aprender a esperar, a entender que tudo tem sua hora e por quê.

Alimente seu ego com bons alimentos - os bons sentimentos. Ame-se, enxergue o que tem de bom, só não esqueça de que tem defeitos e que pode consertá-los e, assim, evoluir como ser humano. 
Não esqueça, também, de que você precisa de alguém. Portanto, cuide bem de sua visão. Não distorça-se e nem distorça os outros.

                                                                                                                            (Erica Ferro)


Poema do 'P'

em
Peste perniciosa provocou-me
Presunçosa paixão
Pressinto presídio
Portanto, peno
Pois passional pareço-me

Príncipe, projetei-te periastro
Porém projetou-me padecente

Paro paixão
Para, paixão!

Peno, peno, peno...

Príncipe, prometo-te paixão perpétua
Personifico-me prosa poética
Pois prematuramente por paixão pereci

(Erica Ferro)

Encontro...

em quinta-feira, outubro 08, 2009
Encontro - Maria Gadú

Sai de si
Vem curar teu mal
Te transbordo em som
Põe juizo em mim
Teu olhar me tirou daqui
Ampliou meu ser
Quero um pouco mais
Não tudo
Pra gente não perder a graça no escuro
No fundo
Pode ser até pouquinho
Sendo só pra mim sim

Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir

Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você

Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhcer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir

Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você



Postado por Erica Ferro

Alguns pensamentos...

em sábado, outubro 03, 2009
"Ainda assim, a última memória triste paira e, às vezes, deixa-se levar como neblina flutuante, interceptando a luz do sol e enregelando a lembrança de tempos mais felizes. Houve alegrias grandes demais para ser descritas com palavras e houve dores sobre as quias não ousei alongar-me; e com isso em mente, digo: escale se quiser, mas lembre que coragem e força são nada sem prudência e que uma negligência momentânea pode destruir a felicidade de uma vida inteira. Não faça nada as pressas; olhe bem para cada passo; e, desde o começo, pense o que poderá ser o fim." - Edward Whynper, Escaladas Entre os Alpes.
"Ele tinha razão ao dizer que a única felicidade certa na vida é viver para os outros...
Passei por muita coisa na vida e agora penso que encontrei o que é necessário para a felicidade. Uma vida tranquila e isolada no campo, com a possibilidade de ser útil à gente para quem é fácil fazer o bem e que não está acostumada que o façam; depois trabalhar em algo que se espera tenha alguma utilidade; depois descanso, natureza, livros, música, amor pelo próximo - essa é a minha ideia de felicidade. E depois, no topo de tudo isso, você como companheira, e filhos talvez. - o que mais pode o coração de um homem desejar?" - Tolstoi, Felicidade Familiar.
"Mas pouco sabemos até experimentarmos o quanto de incontrolável há em nós, instando-nos a atravessar geleiras e torrentes e subir alturas perigosas, por mais que o juízo nos proíba." - John Muir, As Montanhas da Califórnia.
"Mais que amor, dinheiro e fame, dai-me a verdade. Sentei-me a uma mesa em que a comida era fina, os vinhos abundantes e o serviço impecável, mas faltavam sinceridade e verdade e fui-me embora do recinto inóspito, sentindo fome. A hospitalidade era fria como os sorvetes." - Henry David Thoreau, A vida nos Bosques.
"No fim das contas, talvez o mau hábito dos gênios criativos de investir-se em extremos patológicos que produzam insights notáveis, mas isso acaba não proporcionando nenhum modo de vida duradouro para aqueles que não conseguem traduzir suas feridas psíquicas em arte ou pensamentos expressivos." - Theodore Roszak, Em busca do Miraculoso.
"Nenhum homem jamais seguiu sua índole a ponto de extraviá-lo. Embora o resultado fosse fraqueza física, ainda assim talvez ninguém pudesse dizer que as consequencias eram lamentáveis, já que representariam a vida em conformidade com princípios mais elevados. Se o dia e a noite são de tal forma que vós os saudais om alegria, se a vida emite uma fragância de flores e ervas aromáticas e se torna mais elástica, mais cintilante e mais mortal - eia aí o vosso
êxito. A natureza inteira é vossa congratulação e tendes motivos terrenos para bendizer-vos. Os maiores lucros e valores estão ainda mais longe de ser apreciados. Chegamos facilmente a duvidar de que existam. Logo os esquecemos. Constituem, entretanto, a realidade mais elevada. [...] A verdadeira colheita de meu dia-a-dia é algo tão intangível e tão indescritível quanto os matizes da aurora e do crepúsculo. O que tenho na mão é um pouco da poeira das estrelas e um fragmento do arco-íris." - Henry David Thoreau, A Vida nos Bosques.
Fragmentos que acompanham o livro "Na Natureza Selvagem", de Jon Krakauer. Simplesmente deslumbrante.
Recomendo o filme (com o mesmo nome) e o livro.
Postado por Letícia Christmann

Descomplica!

em
Banda - Móveis Coloniais de Acaju
Música - Descomplica
Tira o céu da nuvem, vejo algodão
Um vão sem ter buraco, vira chão
Deixa de ser

Muro sem cimento, sobra sedimento
Mesmo sem palavra, mudo fala
Deixa de ser

Cá pra nós, não é preciso complicar para dizer

Seja lá onde for
Deixa o sol te levar
Tira o ar do lugar vem pra cá

Sem ter luz ou luar
Siga o brilho que for
Te guiar só pra cá, meu amor

Simples movimento tiro o ar do vento
Evento sem retrato, esquecimento
Deixa de ser

Põe lembrança na saudade, vira idade
Cinto sem maldade, castidade
Deixa de ser
Postado por Letícia Christmann

O essencial dinheiro não compra, não!

em sexta-feira, outubro 02, 2009
Qual é o poder de compra do dinheiro? Ele compra felicidade? Compra amizade?
Há quem acredite que dinheiro compra absolutamente tudo, que que tem dinheiro, é feliz e não tem problemas, não tem do que se queixar. Engano.
Dinheiro não tem o poder de comprar tudo o que há nesse mundo. O poder dele, sinto dizer, é limitado ao que pode se diz respeito a plenitude do que é se sentir feliz e realizado.
Aquelas belas notas e com valores cada vez mais altos podem, com certeza, nos proporcionar momentos alegres e, até, inesquecíveis - mas esses momentos de nada adiantam se não se é feliz, se a própria alma está despedaçada e descontente, se não se pode compartilhar desses momentos com pessoas que nós amamos e que nos amem verdadeiramente também.
Tantos ricos, por assim dizer, são vazios e buscam em coisas inúteis a satisfação e um pouco de alegria para os seus corações.
Compram prazer - prazer falso, "profissional". Não há verdade, não há sentimento, é o poder do dinheiro.
É poder, mesmo? Não há poder nisso, é só ilusão, enganação. Ao invés de investir em coisas válidas, para o bem geral, que, consequentemente, trará um bem à quem o fizer, uma satisfação para a alma que nunca se perderá.

"Quando um homem diz: 'O dinheiro compra tudo', a coisa fica clara - ele não tem dinheiro." (Ed Howe)

Frase verdadeiríssima.
Quantas vezes vimos pessoas riquíssimas morrerem de males incuráveis, mas tendo tanto dinheiro?
Claro, o dinheiro ajudou a combater a doença e tudo o mais, mas não foi possível a cura.
Dinheiro não compra saúde, não compra amor, não compra sabedoria, não compra felicidade, não compra amigos de verdade.
Dinheiro compra pessoas fracas e inescrupulosas, luxos e prazeres passageiros (e bota passageiros nisso!).
Vemos praticamente a todo o tempo os "poderosos" se safarem de punições por calarem a boca da justiça com um montante de dinheiro. Mas, veja bem, eles não compram a justiça. Eles usam de leviandade, compram pessoas igualmente levianas, que são tidas como "justas".
Jamais compraram a justiça, jamais!
O fato é que as pessoas se deixaram contaminar pela ambição. Ambicionam serem ricas, terem tudo o que querem: desde carro importado à diamantes nos dedos, pescoços e em todos os lugares possíveis do corpo. Querem dinheiro para se exibirem, ou não. Muitas vezes se tratam de pessoas vazias e sem sabedoria. Acham que, quando tiverem dinheiro, serão completas e poderão comprar e, consequentemente, ter o que quiserem graças ao dinheiro.
Então, se corrompem, são a ambição em pessoa, chegam aonde queriam: são riquíssimas.
O "poder" está nas mãos delas. Então, as tais pessoas descobrem que o que é, verdadeiramente, que dinheiro não compra tudo, que elas ainda permanecem vazias, que precisam se encontrar e entender qual é esse vazio. Entendem que o indispensável para serem felizes e completas valor monetário nenhum pode comprar.
Portanto, não se iludam, não digam: "Quando eu for uma pessoa rica, serei feliz e completa."
Entenda, de uma vez por todas, que felicidade não se compra, se tem gratuitamente conosco mesmos - entendendo-nos, encontrando-nos com nós mesmos -, com quem amamos, com os deleites naturais - um pôr-do-sol na praia, o canto dos pássaros, um abraço sincero.
Reafirmo: as coisas indispensáveis, que acarinham as nossas almas e nos fazem as pessoas mais completas e felizes, não tem preço!

(Erica Ferro)
 
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