PRONTIDÃO

em sábado, março 13, 2010
Me apaixonei por uma palavra. Sim, uma palavra: PRONTIDÃO! E agora que a amo, compreendo certas coisas, aliás, muitas coisas. Nesses últimos dias repito essa palavra a todo momento e quero todos os dias lembrar dela. Agora sei qual é a base de todo relacionamento.
Acompanhe-me! Todo relacionamento deve ser composto por uma prontidão, que segundo o dicionário é "diligência (zelo, cuidado) acompanhada de boa vontade e facilidade de compreensão ou de execução." Certamente, qualquer relacionamento verdadeiro começa com esse zelo acompanhado de boa vontade, seja ele qual for.
Há uma magia quando se está com uma pessoa que a gente ama muito, que a admiramos e que temos um relacionamento prontificado. As risadas, o compartilhar dos sonhos, das experiências, da vida em si, é natural e vivo, dinâmico. O problema é que muitos dos nossos relacionamentos, principalmente os que acabam, substituem a prontidão por expectativa.
Não, as regras não têm que fazer parte de nenhum relacionamento. Não precisamos de exigências a serem cumpridas. E quando um relacionamento é munido de expectativa ele deixa de ser vivo e passa a ser mecânico.
Agora compreendo porque muitos dos meus relacionamentos morreram e ainda vão morrer. Por isso, sinto que achei um jeito precioso de mantê-los vivos. E me prontifico a quebrar todas as regras e responsabilidades que impus aos meus relacionamentos. Não tenho expectativas criadas em relação a ninguém. Não vou ficar na expectativa, esperando que alguém me pergunte como estou ou que me ligue no meu aniversário. Quando estiver longe de alguém que amo, quero eu ter a prontidão de estar junto a ele.

(Karol Coelho)

Totalmente inspirado no trecho da pg. 192 do livro "A CABANA" de William P. Young. O nome do capítulo é "Verbos e Outras Liberdades". Me senti livre ao ler esse livro. E ainda me sinto. Amo a PRONTIDÃO. Achei uma nova fonte de inspiração. Acredito que "Deus é um verbo." (Buckminster Fuller)

Parabéns!

em quinta-feira, março 11, 2010
Atenção, senhoras e senhores. Respeitável público leitor.
Um ano de Pensamentos Devaneantes pra vocês!
Pois é, meus queridos. Já faz um ano que estamos aqui, enxendo a paciência...
Passeando pelo blog pude notar o nascimento, os primeiros passos. Diria agora que ele está se tornando adolescente!!
São contos, poesias, poemas, resenhas, pensamentos, devaneios.
Digo que escrevo muito melhor agora, e nada como o tempo, e os sentimentos novos que vou saboreando a cada nova inspiração pra escrever.
Um ano aqui, quem diria?
Me lembro até hoje quando fiz a proposta pra Erica de abrir um blog em conjunto, e como eu tinha medo de não conseguir escrever, ou parecer apenas mais uma louca desvairada tentando escrever alguma coisa que me expressasse. E é tão difícil se expressar... Talvez daí tenha surgido a ideia do nome. E o pedido de ter uma blogueira tão bem sucedida quanto a Erica pra dividir o blog.
Depois surgiu o convite pra Karol, que conquistou meu coração com poucos textos, mas que diziam (e dizem!) muito.
E acho que estamos nos tornando uma companhia de escritoras, as vezes nem tão felizes quanto deveríamos, mas tentando demonstrar com sinceridade o que se passa nessas cabeças devaneadas.
Somos adolescentes agora, e algumas espinhas estão nascendo. Erica, poste mais!! Estou sentindo falta dos teus textos!
Karol, arranja mais tempo pra gente, sua delicadeza me encanta!
É isso gente, vim aqui pra dar parabéns e agradecer!
Todos os comentários, as sugestões, o acompanhamento. São vocês que me motivam a escrever mais e mais!
Beijos e mais beijos.
Ps- Primeiro aniversário e a primeira postagem totalmente pessoal xD
Letícia Christmann

Por/ventura.

em terça-feira, março 09, 2010
E as coisas vão se repetindo, de forma aleatória. As coisas vão tomando forma e proporção. Vagarosamente, andar sozinha por aí não é mais uma enxurrada de lembranças e de lágrimas. Mas ainda é essencial estar sempre com alguém. Sentir-se só no meio de muitas pessoas, procurar ocupar a mente para ela não vagar por lugares dolorosos. A história se repete, uma depois da outra. E, ao final, uma dor triste e um coração cicatrizado. Quando é tudo novo, a mente estranha, o coração estranha. E a gente vai se acostumando, mas não devia. Não devíamos nos acostumar a saudade, a dores, a amigos que não estão bem, a coisas estranhas, a falta de movimentos populares, ao roubo, inveja, a sentimentos ruins. A gente não devia se acostumar com a força do tempo, que tudo cicatriza e tudo ajeita. A gente não devia aprender a esquecer. A gente devia aprender a perdoar. E as coisas vão se repetindo, sempre. A vida vai tomando contornos que não planejamos por inteiro, e nem sempre alguns traços são desejados no meio de todo o desenho. A gente se acostuma a muitas coisas pra não sentir, não sofrer, não precisar se mexer, não se organizar, não se arrumar. A gente se acostuma a ver a vida passar, e nem sempre fazer algo pra participar dela. O ruim é que nos acostumamos sempre com as coisas ruins, e as boas, estranhamos e, por vezes, não aceitamos. Afinal, isso é viver?

"E ali, logo em frente, a esperar pela gente o futuro está...
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar,
Não tem tempo, nem piedade,
Nem tem hora pra chegar
Sem pedir licença muda nossa vida,
E depois convida a rir ou chorar..."
(Toquinho e Vinicius de Moraes)

Letícia Christmann

Ah, quanta dor que me causa essa tal de mentira

em sexta-feira, março 05, 2010
Essa tal de mentira - Sérgio Sampaio

Ah, quanta dor que me causa essa tal de mentira
E o pior disso tudo é que sempre me inspira
A dor de ser enganado me rouba, me tira
O chão de baixo dos pés
Fico que nem os papéis
No meio das tempestades com a alma partida
Dando com o corpo nas grades da cela da vida
Como num mar de paixão
Náufrago que estende a mão
Agarro o meu violão
E canto uma canção
Eu que em princípio acredito em tudo o que me dizem
Basta um olhar mais sincero, um sorriso mais simples
E que em matéria de amor, sou aquele que vive
Na mais completa emoção
O corpo é só coração
Pra de repente acordar como um cego sem guia
Tendo na cama ao meu lado uma alma tão fria
De novo recomeçar
Outra vez acreditar
Compor, escrever, cantar
Pôr música no ar
Música no ar
Música no ar
Música no ar



Ah! No momento, essa música, sim, fala totalmente por mim. E é preciso voltar a acreditar sempre, porque, sem fé, não se pode viver de forma positiva.

Postado por Erica Ferro

Assim será...

em quinta-feira, março 04, 2010
Assim Será - Los Hermanos

Assim que quer, assim será
Eu vou pra não voltar
Toma este anel que é pra anular
O céu, o sol e o mar
Eu não queria ir assim
Tão triste, triste...
Vem dizer adeus ao que restou de quem um dia foi feliz

Há de encontrar um encantador
Um novo ou velho amor
Vai te levar leve a vagar
Prum lar de fina-flor
E você vai ser mais feliz
Longe de mim... Por isso
Eu vou mas não me peça pra amar outra mulher que não você
Vou mas não me peça pra amar outra mulher que não...

Sei que seu fel, fenecerá
Em nome de nós dois
A chuva do céu, se encerrará
Pra ver nosso depois
Como vai ser ruim demais
Olhar o tempo, ir sem
Ver os seus abraços, seus sorrisos ou suas rimas de amor







Espero que gostem da letra e da música. Hoje, a letra fala por mim, não de modo total, mas em partes; por isso a postei.

Postado por Erica Ferro

Abruptamente

em terça-feira, março 02, 2010
Sentou-se na porta da sala, os dois degraus sempre sujos olhavam-na com dó. As estrelas no céu sem poluição brilhavam intensamente e, de certa maneira, iluminavam a escuridão que tomava o quintal. E tentavam incansavelmente iluminar a escuridão presente dentro dela. Acontecera tudo tão rápido que não houve tempo para assimilar a situação. Confusa, viu-se sem o amor da sua vida, e na tentativa de fugir, perdera a convivência diária com família e amigos. Fugiu de presenças essenciais, mas também de lugares, depois da sensação de perda, dolorosamente agradáveis. Esqueceu-se porém, no momento da fuga, que as lembranças não são coisas que se guarda dentro de uma caixinha bonitinha junto com as fotos, aliança, recados de amor e dedicatória de livros. Perseguiram-na, e ali estava ela, sentada na porta da sala, o rosto apoiado em uma das mãos e um copo de coca cola na outra, hora e outra olhava o céu, impressionada com as constelações que nunca vira. Objetivos, estes que sempre fazem pessoas se separarem. Um pra cada canto, procurando um futuro. E a vida que arrasta-se despreocupadamente, sem direção mas com um destino certo. Amores, amigos, família, saudade. E as coisas aconteceram tão rápido que ela ainda não entendera muito bem o que significa verdadeiramente a saudade. Talvez seja esse breu que está dentro dela, que cava abismos e incessantemente cutuca o coração e leva lágrimas aos olhos. Podia ainda não ter compreendido muito bem o que é saudade, mas, sentada na porta da sala, vendo os degraus sujos, o céu límpido e as bitucas de cigarro pelo chão, notou que agora sabia, na distância, o que realmente significa amar. E que realmente há amores reais, e que nunca diminuem, crescem. Incondicional. Amor de verdade nunca morre.
"Nada vai mudar entre nós. Como eu sei? Eu só sei. Tudo vai permanecer igual, afinal, não há nada a fazer. Eu não nego, eu me entrego, você é meu grande amor, hoje eu vou dizer "eu te amo". Eu imploro, eu te adoro, você tem meu coração..." (Mais uma canção - Los Hermanos)
Ps. Mais um pra você.
Letícia Christmann

Puro devaneio!

em
Não tenho um quarto só pra mim, então dificilmente consigo estar só com meu silêncio de ideias. Quando estou no quarto que divido com meu irmão, escuto os acordes do violão tocados por ele, ou a voz da minha mãe me chamando da cozinha. Mas, ainda assim, de certo modo me sinto solitária. Para completar, estou sem o brilho do sol nesses dias nublados.
Ao mesmo tempo que presencio o recomeço, sinto como se tudo estivesse terminando. O dia já se inicia com cara de fim. Sinto minha cabeça pesada, mas a vejo vazia assim que tento escrever algo.
Como vários outros jovens nesse mundo, necessito ver para crer que posso mesmo ser gente grande. Mesmo sabendo que não preciso saber se posso e sim que devo. Não tenho para onde fugir. Está tudo diferente.
Sei que ainda vivi pouco, porém estou quase a seguir as orientações de certa música que me pede para fazer uma lista de grandes amigos, desejando que algum deles me ligue.
Estou descobrindo do que realmente gosto e o que gosta de mim. Compreendo que até o final da minha vida chegarei a várias conclusões. O eu de hoje vai ser outro amanhã.

Karol Coelho

Confesso que entendi pouco de mim... rs
Ô, fim de semana cinza!

 
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