Falta força, falta coragem. Só tenho vontade.

em terça-feira, junho 30, 2009
Agoniada, triste, enjoada.
Agoniada com a minha calma, com a minha falta de ação, com a minha preguiça.
Triste comigo, pela falta de força para construir o que eu quero, que sonho.
Enjoada de viver na mesmice, de só querer, e pouco, ou nada, fazer.

Postado por Erica Ferro

Certas coisas...♫

em
Não existiria som
Se não
Houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não
Fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta
O amor não diz
Tudo o que quer dizer
Tudo o que cala, fala mais
Alto ao coração
Silenciosamente
Eu te falo com paixão...

Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas
Que eu não sei dizer...

Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só coração
Pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho...

O resto é mar
É tudo que eu não sei contar
São coisas lindas
Que eu tenho pra te dar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite
Vem nos envolver...

Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho...

Tem certas coisas
Que eu não sei dizer
Nós somos feitos desejos
Somos feitos de silêncio e som...♫

***
Estava procurando alguma música com uma letra legal e que eu me identificasse, achei essa. Quem canta é o Lenine, mas quem fez a letra, diz aqui no site, foram Lulu Santos e Nelson Motta.
Me identifiquei bastante, confesso que lembro já ter escutado essa música, e me lembro também de ter lido alguns trechos dessa música por aí. Mas só trechos. Só hoje que li a letra inteira, e me encantei.
Muito boa mesmo. Vou procurar baixar a música.

***
Postado por Erica Ferro

Cultive a beleza que vem da alma e se projeta para o exterior!

em domingo, junho 28, 2009
Padrões...
Beleza...
Padrão de beleza. Existe isso?
Claro que existe!
A pergunta não seria essa. A pergunta é: deveria existir isso?
Não, definitivamente não.
Sabe por quê? Porque não há ninguém igual a ninguém. Há brancos, negros, altos, baixos, magros, gordos.... cada um tem sua beleza, seu encanto.
Mas, infelizmente, a sociedade idiota nos cegou e nos alienou. Agora estamos, irremediavelmente, impregnados de ideia, uma ideologia, de beleza perfeita.
Mesmo que digam: "Ah, eu não ligo muito pra beleza exterior, porque ela acaba."
Pode ser até que tenha um fundo de verdade nisso, mas a verdade é que naquele show não é com o 'feio' que você vai puxar conversa, não é?
Mas você não tem culpa de agir assim. Criaram um padrão... um padrão idiota de beleza, mas é padrão. E padrão a gente segue até sem querer. É como respirar...
Devemos nos revolucionar contra isso. Cortar nossos cabelos como bem quisermos, sem precisar seguir uma moda idiota que algum idiota criou.
Tudo bem, eu pareço uma revoltada, não é? Falei a palavra idiota várias vezes. Mas que coisa idiota!
Mas é que me irrita essa falta de atitude das pessoas diante desses padrões estúpidos. As pessoas aceitam silenciosamente, gostam, não veem o tamanho do mal que esses padrões causam.
A prova disso são os transtornos alimentares, a busca pelo corpo perfeito, e muitos buscam isso se matando com dietas prejudicais a saúde, também há aquelas pessoas que não se cansam de fazer cirurgias plásticas, buscando o nariz perfeito, os peitos perfeitos...
Mas perfeitos como? O que é perfeito? O que é normal? O que é bonito? O que é real?
(Enlouqueci agora)
Não existe nada nesse mundo perfeito. Tudo é imperfeito. Perfeitamente imperfeito, mas nem por isso deixa de ser belo, de ter seus encantos.
O normal? O normal é nos aceitar como somos, é buscar melhoras, sim, mas não a ponto de perdemos a visão, a naturalidade.
Beleza? A beleza maior é aquela que é sentida, que, juntamente com os olhos, formam uma linda sinfonia, e a alma escuta, se delicia.
Quem se apega à padrões estéticos, à busca desvairada por uma beleza ditada por um louco qualquer, não se ama, não se enxerga, não se descobriu ainda.
Quando a gente se enxerga, consegue ver as nossas qualidades, consegue ver também os defeitos e busca se lapidar de uma forma saudável, aí sim somos belos.
Costumo dizer que não adianta ser um sepulcro caiado, ou seja, ser lindo por fora e podre por dentro.
Não adianta se encaixar no padrão de beleza dessa sociedade fútil, se não se tem algo maior dentro do coração, um bom caráter, um amor pela vida e pelo próximo. Não adianta nada, mesmo.
Então, seja realmente belo.
Cultive a beleza que vem da alma e se projeta para o exterior.


(Erica Ferro)

Saudades

em quarta-feira, junho 24, 2009
"Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ele continua cantando tão bem;
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler... "

"Não importa o quanto essa nossa vida nos obriga a ser sérios... Todos nós procuramos alguém para sonhar... brincar... amar... e tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender."
Miguel Falabella
Postado por Letícia Christmann

Pois não só veja. Enxergue!

em sábado, junho 20, 2009
E por muito tempo andou vagando, perdida por aí.
Dores de amores passados a perseguiam, e o mundo parecia uma estrada, uma estrada sem fim... Ou o fim ninguém sabia onde ficava. Afinal, a morte não se encontra em qualquer esquina.
O céu estava enluarado, estrelado, estranhamente iluminado. A diferença de dia e noite ia se perdendo com o passar do tempo, após um certo intervalo, tudo era noite, escuro. Escuro mas estranhamente iluminado.
A estrada estava deserta em certos pontos, em outros, achava lotada demais, com informação demais. O tempo ia passando, e a dor do antigo amor continuava perseguindo-a. Tinha impressão que quanto mais escura a noite, mais o abraço era procurado, mais o sorriso era lembrado, mais o calor era querido.
De repente, uma luz. Não era a lua brilhando mais forte, nenhum cometa passando pelo caminho, ou um meteoro caindo do céu.
Simplesmente uma luz. Pois não via a luz, enxergava.
E ao ouvir um eu te amo...O Sol voltou a nascer, pois o sorriso estava novamente no rosto dela.
Simplesmente amor. Reamor.

Letícia Christmann

Traumas...♫

em segunda-feira, junho 15, 2009
Traumas

Composição: Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Meu pai um dia me falou
Pra que eu nunca mentisse
Mas ele também se esqueceu
De me dizer a verdade
Da realidade do mundo
Que eu ia saber
Dos traumas que a gente só sente
Depois de crescer
Falou dos anjos que eu conheci
No delírio da febre que ardia
No meu pequeno corpo que sofria
Sem nada entender

Minha mulher em certa noite
Ao ver meu sono estremecido
Falou que os pesadelos são
Algum problema adormecido
Durante o dia a gente tenta
Com sorrisos disfarçar
Alguma coisa que na alma
Conseguimos sufocar

Meu pai tentou encher de fantasia
E enfeitar as coisas que eu via
Mas aqueles anjos agora já se foram
Depois que eu cresci

Da minha infância agora tão distante
Aqueles anjos no tempo eu perdi
Meu pai sentia o que eu sinto agora
Depois que cresci

Agora eu sei o que meu pai
Queria me esconder
Às vezes as mentiras
Também ajudam a viver
Talvez um dia pro meu filho
Eu também tenha que mentir
Pra enfeitar os caminhos
Que ele um dia vai seguir

Meu pai tentou encher de fantasia
E enfeitar as coisas que eu via
Mas aqueles anjos agora já se foram
Depois que eu cresci

Da minha infância agora tão distante
Aqueles anjos no tempo eu perdi
Meu pai sentia, sentia o que eu sinto agora
Depois que cresci

Meu pai tentou, tentou me encher de fantasia
E enfeitar, enfeitar as coisas que eu via

***

***

P.s: Acho massa a letra dessa música. Muito bem verdadeira, que fala bem da relação pais e filhos. Não fala tudo, claro, porque não dá em uma música só falar uma coisa tão complexa e linda. Mas fala bem da maneira protetora que alguns agem, mas é por puro amor, por puro amar. Acho que não tenho nem muito o que dizer depois dessa letra. Leiam, vejam o vídeo, meditem e agradeçam por seus pais e, se eles não forem como você sonhava, tente vê-los de uma outra forma, mas, se mesmo assim não conseguir, tente pensar que será um pai/mãe que queria ter tido.

Postado por Erica Ferro

Boyce Avenue - Change your mind! ♫

em domingo, junho 14, 2009
"Ajude-me a atravessar o nevoeiro sem esperança!"



P.s: Há tempos que sou viciada nessa música. Acho ela linda e viciante. Ah, sem falar que amo Boyce Avenue. Alejandro Manzano canta lindamente.Ouvindo-o, até esqueço do dia estressante que tive. Mas por que tive? Sei lá, acho que é o mar vermelho que tá próximo de se abrir, por isso fico assim tão irritada, me irrito por tudo. Enfim, não tô muito bem! Mas Alejandro me ajuda, fico mais calminha. Só isso que tinha a dizer, caros leitores! Grande abraço. Espero que gostem da música.

Postado por Erica Ferro
 
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