Por / Acreditar

em segunda-feira, outubro 31, 2011
Olha, não dá.
 -
   Eu canso com pouco;
   Pouco a pouco;
   dia-a-dia,
   da mesmice,
   em que a gente se perde.
                                                -

Quem vive POR outro vira escravo:
De outro patrão;
outro namorado/a;
outro amigo;
outro Estado;
outra historinha infeliz.
                                                    -
Os que ACREDITAM no outro, viram parceiros:
Formam a equipe;
Se amam, verdadeiramente;
Constroem a história;
Fazem acontecer.

(Alexandre Alkmim Duro)

ps. São poucos, raros, os que conseguem falar por mim.
Transmimento de pensação saca?!

Postado por Letícia Christmann

PROMISSÃO

em sexta-feira, outubro 28, 2011
Talvez não passarei disso
E serei assim, simplesmente,
Meramente
Mente pouca
Braços curtos
Pernas trêmulas
E um medo absoluto
De ser o que quero
De estar onde espero
De fazer o sucesso
Para meu próprio umbigo
E meu sonho se desvai
E a menina foi apenas promitente
"Ela seria assim ou assado
Se fizesse isso ou aquilo", dirão
E mais um mundo acaba 
Sendo nada mais que um espaço
Cheio dos outros, vazio de si mesmo

(Karol Coelho)


Love Is Strong

em quarta-feira, outubro 26, 2011
♫ A glimpse of you
Was all it took
A stranger's glance
It got me hooked
And I followed you ♫



Postado por Erica Ferro

Enquanto sós - Maglore

em segunda-feira, outubro 24, 2011

Se esse sol não vier
O amanhã é pouco pra dizer que é só ilusão
A escuridão
Se essa cor não vier
Preto e branco é todo universo de habitação
Pra se perder, se achar e se entender
Pra reviver
Eu só queria ter você no coração
Sem ter toda essa tristeza
Em que pese ser amor
Nunca temos a certeza
De que estamos sós, até o fim
Toda dor pesa a fé
De que um dia o tempo feche essa cicatrização
Sem dar vazão...
Mas toda paz é tão certa
Quanto a alegria de saber lidar com a solidão
E perceber, na realidade crer
Pra renascer
Eu não queria emudecer com a razão
E emitir tanta frieza
Se pudesse ser mais são
Ia ver toda beleza
De que enquanto sós...
Somos união

Um ótimo achado, essa banda!
Postado por Letícia Christmann

Assim, por inteiro

em sábado, outubro 15, 2011
Eu gostei de você desde a primeira vez

que eu te vi com aquela camisa

dos Beatles, com o seu jeans

meio rasgado, meio desbotado,

meio folgado

Eu me apaixonei por esse seu cabelo

meio desgrenhado, essa cara meio

amarrotada, de quem passou a noite

acordado, insone, escutando rock'n'roll

e praguejando contra o amor

Eu quis você desde a primeira vez

que eu vi esse seu sorriso lindo,

assim, com esses dentes brancos,

nem pequenos nem grandes demais,

e sim na medida exata pra tirar a minha paz,

Sorriso esse que me leva da Terra ao

Paraíso, só pra depois me jogar

impiedosamente ao Inferno.

Cá estou, ardendo numa caldeira

chamada Paixão, desvanecendo aos poucos

te querendo infinitamente mais do que ontem,

e dessa vez, por inteiro



(Erica Ferro)

♫ Que país é esse? ♫

em quinta-feira, outubro 06, 2011
Nas favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

No Amazonas, no Araguaia iá, iá,
Na baixada fluminense
Mato grosso, Minas Gerais e no
Nordeste tudo em paz
Na morte o meu descanso, mas o
Sangue anda solto
Manchando os papeis e documentos fieis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

Terceiro mundo, se foi
Piada no exterior
Mas o Brasil vai fica rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos indios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

(Renato Russo)

* * *
* * *

Postado por Erica Ferro


O Menino-Varrido

em sexta-feira, setembro 23, 2011
(inspirado em 22:11)

O sol não estava lá. Havia algo fora do lugar no amanhecer do pequeno vilarejo. A menina-de-trança foi até a janela investigar o que sucedia. O velho-de-bengala consultou o serviço meteorológico no rádio-amador. A senhora de chapéu azul turquesa abriu o jornal em busca do horóscopo enquanto sua filha-namoradeira desenhava uma interrogação em cada olhar. O menino-varrido nem deu conta do que se passava, mas ele também nunca expressava a menor reação diante dos problemas coletivos. Era metido a cientista, o menino. E toda gente comentava das experiências químicas e místicas que ele praticava. Era meio-autista, meio-bruxo, meio-magro. Dedicava seus dias a bolar truques de mágica que nunca davam certo. Mantinha-se recluso em seu mundo de experimentações e não lhe sobrava tempo para manifestações como aquela que acontecia lá fora naquele momento. O fato é que toda a comunidade saiu em protesto. O bafafá tomou corpo quando, finalmente, olharam pro céu e deram por falta dos raios solares que até então nunca haviam se ausentado do rotineiro amanhecer local. O astro-rei não estava lá, tinha tomado um chá-de-sumiço. E cada boca sussurrava: "Onde estará? Onde estará?". Foi quando o menino-varrido saiu gritando à toda gente. Ele estava radiante pois havia realizado sua primeira mágica bem-sucedida. As palavras atropeladas brotavam de sua garganta como buquês de felicidade. E nessa hora todos olharam pra dentro dele. O sol estava lá.

Maíra Viana em O Teatro Mágico em Palavras

(Postado por Letícia Christmann)
 
imagem do banner Design