Ter vida é uma desculpa para ser feliz...

em sexta-feira, outubro 16, 2009
Dizem que felicidade não existe. Outros dizem que é algo intocável, inalcançável. E, também, há alguns que defendem a ideia de que a felicidade pode ser comprada, conquistada por um montante de dinheiro.
Não concordo com nenhuma dessas teorias. Nos meus momentos tristes e de desolação, até cheguei a acreditar que não existisse felicidade e o que existia, de fato, eram momentos felizes. Porém, certo dia, num lapso de revelação e puro encontro comigo mesma, pude perceber que a felicidade existe, sim. Ela está sempre comigo, dentro de mim, ao meu lado, ao meu redor.

Felicidade não tem nada a ver com complexidade. Ela é tão simples quanto um mais um são dois. Basta que queiramos entendê-la. E eu, hoje, posso dizer que a entendo, que a descobri.
É clichê, mas a felicidade está nas pequenas coisas: no voar e no cantar dos pássaros, no beijo que o beija-flor dá na flor, na formiga que trabalha para que não lhe falte nada no inverno, no acreditar nos sonhos em meio a descrença alheia. Felicidade está em acreditar. Acreditar que ela estará sempre com você até mesmo quando você chorar.
Mas só? - Alguém me interroga -. E aquelas pessoas que passam fome nas ruas, não têm onde dormir, o que vestir, como se manter? Como são felizes? Conseguem ser felizes com o pouco ou quase nada que têm?
Não é mais feliz aquele que tem uma mansão, vários carros, empregados e tudo o que quiser em suas mãos?

Seria hipocrisia minha dizer que depende? Seria burrice dizer que luxo não traz felicidade?
Não tenho medo de errar, de estar parecendo tola em dizer que depende do que se carrega no coração, do que se tem em mente, do que se acredita.
Se não se tem metas, se não se tem sonhos, se se é vazio e fraco, vulnerável, dependente de bens materiais e luxuosos para se sentir bem e feliz, dinheiro não trará a felicidade. Virará um cadeia, coisa inacabável, um busca incessante por uma felicidade que não se obterá através desse meio que se está usando. Enquanto o dito pobre pode mudar a situação, pode dar a volta por cima. É difícil, é, porém quando temos vontade, quando lutamos contra as adversidades, fazemos do improvável o provável com todo o nosso ser, as coisas podem mudar.
O que precisamos para entender a felicidade é nos encontrar, descobrir para que viemos, o que queremos e o que faremos de nossas vidas.
Quem tem sonhos, é feliz, pois tem motivação para acordar e lutar. Sonhar me faz feliz.
E mais feliz ficará o sonhador que conquistar o que sempre sonhou. A felicidade não tem limites. É uma constante, algo sem fim. Portanto o que estamos esperando para sermos felizes? Ganharmos na megasena, sermos os novos presidentes do Brasil, conseguirmos aquele emprego com um salário quase milionário? Besteira! Bobagem!
A felicidade é gratuita, acredite. Falo daquela felicidade singela e que mal se nota no corre-corre diário, mas que é a eterna, a mais pura que há, a que estará a nossa espera a qualquer momento doloroso, a qualquer momento de desespero. A felicidade que estará diante dos seus olhos quando você se propuser a enxergá-la, a abraçá-la, enfim, a encontrá-la.
O que me faz feliz é poder ver as pessoas que eu amo bem e saudáveis. O que me faz feliz é poder correr, andar e viver. Poder sonhar e lutar, poder falar e cantar, mesmo com meu modo desafinado. Quem se importa? Estou sendo feliz, estou me permitindo sentir a felicidade fazer cócegas em mim.
Me faz feliz um riso de um bebê, que é algo tão verdadeiro e puro. Me faz feliz poder vencer em competições de natação, pois, principalmente, venço a mim mesma, as minhas marcas anteriores. Minha meta é evoluir e crescer sempre. Crescer como atleta e como ser humano me faz feliz.
- Mas, Erica, você não gosta de coisas materiais, luxos e etc.?
É claro que eu gosto. Quem não gosta? Todo mundo gosta, porém eu sei diferenciar o supérfluo do essencial, o transitório do eterno. As coisas materiais podem ser lindas, maravilhosas, até esplêndidas, mas um dia acabam, se modernizam e ficará apenas a lembrança do que era e quem nos deu.
E quem nos deu é quem realmente importa. Presente de mãe, de pai, de irmão, de amigo, de namorado acaba, é verdade, porém a recordação sempre ficará. E quem será sempre lembrado? Quem nos deu o presente.
Por que demoramos tanto para entender que a felicidade consiste em viver?
Porém viver, de fato. Há alguns que acreditam estarem vivendo, entretanto há muito já morreram.
Viver é sinônimo de luta, de risos, de crença, de querer ser mais do que é, não por questão de ambição maligna, mas sim por uma questão de satisfação e preenchimento da alma.
Viver é se encontrar, é amar, é querer, é conquistar.
Ter vida é uma desculpa para ser feliz.

Ah, antes que eu me esqueça: também me faz feliz ganhar no PostIt.

(Erica Ferro)

Um comentário:

Natália disse...

O que vem a ser a felicidade afinal?
beijos

 
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