Meu Amor, Minha Flor, Minha Menina

em domingo, novembro 29, 2009

Meu amor, minha flor, minha menina
Solidão não cura com aspirina
Tanto que eu queria o teu amor

Vem me trazer calor, fervor, fervura
Me vestir do terno da ternura
Sexo também é bom negócio
O melhor da vida é isso e ócio
Isso e ócio

Minha cara, minha Carolina
A saudade ainda vai bater no teto
Até um canalha precisa de afeto
Dor não cura com penicilina

Meu amor, minha flor, minha menina
Tanto que eu queria o teu amor
Tanto amor em mim como um quebranto
Tanto amor em mim, em ti nem tanto

Minha cora, minha coralina
mais que um goiás de amor carrego
destino de violeiro cego

Há mais solidão no aeroporto
Que num quarto de hotel barato
Antes o atrito que o contrato

Telefone não basta ao desejo
O que mais invejo é o que não vejo
O céu é azul, o mar também

Se bem que o mar as vezes muda,
Não suporto livros de auto-ajuda
Vem me ajudar, me dá seu bem

Meu amor, minha flor, minha menina
Tanto que eu queria o teu amor
Tanto amor em mim como um quebranto
Tanto amor em mim, em ti nem tanto

(Meu amor, minha flor, minha menina - Zeca Baleiro)



Postado por Erica Ferro

"Encontros e despedidas..."

em sexta-feira, novembro 27, 2009
Nós vivemos nos despedindo. A vida é um eterno encontrar-se e despedir-se. Tem uma música que gosto bastante; é da Maria Rita, e se encaixa facilmente no tema do PostIt dessa semana.

"Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir..."



Nós nos despedimos do dia que virou noite; do amor que virou dor e o romance acabou; do ser querido que faleceu, você sabe que não irá mais vê-lo e isso machuca e te agonia; nos despedimos das fases da nossa vida, que parecem passar cada vez mais rápidas; de amigos que foram morar em outro lugar, distante de você e isso te causa saudades e até lágrimas; da escola; da faculdade; de empregos; de casa; de tantas coisas... até de você mesmo.
Porque nós nos despedimos até de nós mesmos. Deixamos pra trás tudo de ruim e de obscuro que existia em nós. Isso se chama evolução; nós evoluímos ao longo dos anos.
Quão desesperador é saber da morte de alguém que amamos, não? Como nos sentimos tristes e pensamos em até morrer também, por temer não suportar tamanha dor!
Quão dolorosa é o fim de um relaciomento amoroso; ainda mais se tiver acabado de forma não muito amigável e esse rompimento ter deixado feridas. Não é fácil se acostumar, se levantar e seguir adiante separados da pessoas que amamos (ainda que não queiramos admitir). Mas é necessário seguir em frente; e a vida sempre nos mostra que somos capazes de seguir em frente, que terá um novo encontro (ou até mesmo muitos encontros) em nossa vida; logo mais, quase no fim da estrada. Ou quem sabe dobrando a esquina? Mudando de hábitos e moldando-se?
Porque é necessário despedir-se para encontrar-se. É preciso abrir mão e dar adeus a certas coisas para, enfim, encontrar um sentido para as nossas vidas.
Exemplo de despedidas necessárias: relacionamentos embaraçosas e que só traz sofrimentos e conflitos; trabalhos que não nos satisfazem; pessoas que não são íntegras e dignas de nossas companhias...
É preciso saber lidar com as despedidas. É preciso carregar o que há de bom desses encontros, registrar na memória e, se possível, em câmeras, no formato de vídeos e fotos. Porque todo mundo que passa pela nossa vida, tudo o que nos aconteceu, nos marca de uma certa maneira e serão lembranças boas ou não, mas que, se forem boas, nos acalentarão e nos farão ter forças para seguir e encontrar outras alegrias para juntar com as que já temos.
Porque a graça da vida é essa: encontrar e desencontrar; conhecer e despedir-se, mas deixar um pouco de si por onde passou e conheceu; viver com entusiasmo e nunca com lamuriações, porque a vida é e tem muito mais para nós oferecer, para nós conhecermos.
Então, sigamos em frente, marcados pelo passado, tatuagens bonitas e dignas de serem vistas; mas com o olhar mais voltado para o futuro; para a fome de viver e de ter mais encontros e despedidas.
É a graça de viver!

(Erica Ferro)


Pauta para o PostIt!

Traíras!

em
Pra falar de amigas da onça, nem gasto muito o meu bom português. Usarei o coloquial mesmo. Elas não merecem, pois amigas da onça são nossas inimigas. São fingidas e adoram um teatro. Nos traem e, se duvidar, ainda levam a melhor. Porque sempre vem aquele que a defenderá, dizendo: "Mas, poxa, todo mundo erra, né?", "ah, vai ver que ela falou o teu segredo sem querer, poxa!".
Tá, ela falou sem querer, né? Falou duas vezes sem querer? Três vezes sem querer? Sucessivas vezes sem querer? Descuido? Escapuliu? Por que ela é bobinha?
Não, porque ela é fingida; porque ela é falsa e é uma maldita.
Amigas da onça nos tiram do sério, faz crescer em nós um sentimento ruim, de raiva e vontade de matar a dita cuja. Eu que o diga!

Essas amiguinhas são um doce, em geral. Bobinhas, estilo "faço tudo por ti", "tome minha mão e pode segurar, apertar... faça o que quiser, pois sou tua amiga". São, facilmente, confundidas com amigas de verdade. Mas, claro, sempre há aqueles momentos que se coloca as malditas à prova.

Situações que amigas se tornam amigas da onça.

1º) Você tem um sentimento de admiração, respeito e cumplicidade muito grande com a sua amiga (nem desconfia que ela seja traíra). É desprendida com ela; fala tudo o que se passa contigo, fala dos seus planos e tudo o mais. Certo dia, fala dos planos de sair com um gatinho, que tinha te ligado no dia anterior. O encontro com o gato foi ótimo; rolou altos beijos e tudo o mais. Chegando em casa, você liga pra tal amiguinha; conta tudo. E ela finge alegria por você e torce pra que o rolinho dê certo. Você dorme feliz pelo dia lindo que teve e por poder ter compartilhado isso com sua amigona (que você ainda não sabe ser falsona, haha). Na manhã seguinte, você se atrasa pro colégio. Dormiu demais, hein? Sua amiga chega em sua casa, pra irem pra escola juntas. A sua mãe atende a porta e diz que você tá dormindo, mas que vai lhe acordar, porque você não pode perder aula. Então sobem as duas pela escada: sua mãe e sua amiguinha. Sua mãe lhe cutuca e pede que você acorde, que já está atrasada. Você abre os olhos demoradamente; a preguiça lhe consome. Então a sua amiguinha, finalmente, prova o quão verdadeira ela é. Solta exatamente isso: "Ah, já sei... Ontem foi tão bom, que repetiu a dose até em sonho, hein? É, o Fernando é um deus grego. Você teve sorte de ele ter pedido pra ficar contigo"; e diz isso na frente da sua mãe. Tudo bem que você joga aberto com sua mãe, conta tudo e tal; mas quem tinha o direito de falar a novidade era você, e não ela. Isso te deixa muito irritada e briga com sua "amiga". Sua mãe tenta amenizar, fala que essa explosão é culpa do seu mau humor matinal. Mas você sabe que não é isso. Você sabe que é indignação por ter visto a real face da amiga que você tinha. E a sua mãe fala que não tem importância que ela tenha deixado escapar isso. Sabe que você mais dia menos dia falaria sobre o acontecido. Pede que você a desculpe. Tudo bem, você pensa, a desculpo. Afinal, foi a primeira vez, né? Então ela escorrega mais vezes. Conta variadas coisas a variadas pessoas. Você percebe que ela quer é te ferrar mesmo. Então você corta relações e manda ela pro inferno. Acredite, você não poderia ter feito algo melhor!

2º) Amigas de infância. Aliás, o certo seria vizinhas de infância. Desde cedo você notou um certo jeito traíra no olhar da bandida; um olhar de interessante, um falar falso. Ao longo dos anos a talzinha se enrosca na sua casa; vira amigona da sua mãe e faz tudo o que você não faz por ela. E reclama de você, ainda. Tem coragem de falar: "Poxa, por que você não ajuda mais a sua mãe? Você é muito preguiçosa, hein? Não faz nada em casa. Coitadinha da sua mãe!".
Então tenta imitar a Madre Tereza e se faz de santa, bondosa e disposta a ajudar em tudo. Arruma a casa, dá uma geral em tudo e quando sua mãe chega ainda está lá, para se certificar que você não vai se tornar a "dona da história". Ou seja, estará lá pra dizer que foi ela que fez tudo; pro mérito e honra serem todos dela. Pra sua mãe dizer: "Nossa, como fulana é boazinha. Tá vendo, filha? Você deveria aprender com ela."
Você quer matar a miserável da vizinha metida, estrangular e mandar ela se ferrar. Mas sua mãe lhe oprime com o olhar; afinal ela é uma maravilha de vizinha; uma menina adorável. Você que é a chata da questão. A preguiçosa e a má filha.
Você então rebate: "Mas ela só faz isso na casa dos outros, mãe. Em casa, ela não faz nada, que eu sei.". Mas a sua mãe, envenenada pela vizinha, diz que não; que ela é uma moça boa e ajuda a mãe em tudo que pode.
Você vai pro quarto, louca da vida, querendo exterminar essas vizinhas boazinhas.
Com o passar do tempo, as coisas pioram. Ela é super gentil contigo quando sua mãe está por perto, já pra te deixar como a mal-educada e mal-agradecida do enredo. Ela é esperta.
Então você tem que usar de esperteza como ela. Tente fazer ela sair do sério, escorregar no que diz, se contradizer. Tente desmascará-la e mostrar a todos quem ela é. Uma fingida e interesseira. Quer entrar pra família, quer se enturmar e pegar teu irmãozinho. Quer ter a boa vida que a tua família tem, já que a dela não é tão legal assim.
Você não cai no jogo dela, pois você é esperta, mais do que ela. E você tem o trunfo desse olhar penetrante, que vê mais do que mostram. Use-o e acabe com essas amigas da onça!

3º) Você começa a namorar o cara mais lindo e desejado do colégio. O cara mais tudo-de-bom e mais perseguido pelas menininhas da sua sala e de todas as outras. O popular!
Então você nota que, por ele ser popular, você se tornou também. Mas sua popularidade cheira a falsidade e interesses alheios. Pra ser mais exata, das menininhas invejosas. Elas tentam entrar pra tua vida, ser tua amiga só pra ter a chance de se aproximar do seu namorado também.
Você que não é muito besta, logo nota essas intenções. Afinal, algumas não sabem fingir bem; precisam de umas aulinhas de teatro.
Mas, certo dia, no pátio, esperando o namorado largar, vem uma mocinha, olhar bobo e jeito desengonçado. Você está lendo "O mundo de Sofia", ela senta ao seu lado e estica os olhos pra ler também. Você acha graça e pergunta se ela já leu; ela diz que não, mas adoraria. Você fala que já está concluindo o livro e logo, se ela quiser, pode emprestá-lo, afinal são alunas da mesma escola e se veriam sempre. Ela aceita.
Logo surge um coleguismo, seguido de uma amizade. A talzinha cola em você como se fosse daquelas colas super pontentes. E, por isso, do seu namorado. Às vezes chega até ser chata, pois você quer ficar à sós com ele e a safada lá, do lado, falando mil e uma besteira. Você já não gosta tanto da companhia dela. Mas teu namorado acha graça disso. Gosta da intrusa. Perigo!
E cada vez mais você tenta se afastar da amiga, mas ela não dá brecha. E a amizade entre seu namorado e ela só cresce.
Certo dia, você vai a casa dele e encontra os dois aos beijos na sala da casa dele. Você se espanta, começa a chorar e taca o tapa na cara dele e depois puxa com força os cabelos dela. Briga feio, ele tenta acalmar os ânimos e dizer que foi coisa de momento; que foi a primeira vez e que foi tudo muito rápido e sem importância. Mas você não tá nem aí pra essas desculpas esfarrapadas. Acaba o namoro e a amizade. Conclui que ambos não prestam; que eles não a merecem.
Depois de um tempo, a amiga da onça e seu ex-namorado assumem um namoro. Ela espalha por todo o colégio calúnias e mentiras sobre você; que você é falsa, estourada e sempre a tratou muito mal; que você tinha traído o namorado várias vezes, mas não o perdoou pelo único deslize que deu. Que eles se apaixonaram de forma pura e ele tinha afirmado que ela era a melhor namorada que ele teve na vida.
De fato, a tua ex-amiga fez a tua cova e envenenou todos contra ti, inclusive o teu ex.
Reaja! Arme um plano e a desmascare!

Eu poderia listar várias situações, mas ficaria uma lista extensa e as nossas inimigas não merecem tamanho desgaste.
Elas merecem ser exterminadas do mundo! São criaturas digna de Oscar, mas o Oscar de melhor pilantra de todos os tempos, de melhor atriz e aproveitadora de toda a Terra...
Enfim, não perdoemos essas traíras!
Essas falsárias. Essas detestáveis, odiáveis e malditas...e...

Certo! Já estou ficando rouca de tanto gritar. Sim, porque a indignação é tão grande, que eu já não só digito, como também grito.

(Erica Ferro)

Pauta para o Blorkutando.

Vamos confidenciar?

em quinta-feira, novembro 26, 2009
Das bandas largas da minha memória, a mente fez conexão com um antepassado jurássico dos atuais sites de relacionamentos. Como sou também jurássico – vi a primeira versão de Selva de Pedra, lambi Q-Suco de groselha e tomei Cibalena contra dor –, vou abrir sem censura a pasta acessada: eis o caderno de confidências! Era obra das meninas adolescentes. Elas compravam um caderno espiral, dos grandes, colavam na capa um romântico beijo de novela entre Tarcísio e Glória, e logo na primeira página propunham uma sondagem sentimental.

A cada página ímpar, no alto, havia uma pergunta. Para começar: Qual seu nome e apelido? A cada duas ou três linhas havia um número em ordem crescente, seguindo no verso da página. Quem escolhesse o número 10, por exemplo, teria que sempre responder nesse número nas outras páginas/perguntas. Detalhe: nenhum guri escrevia no 24, por causa do famigerado veado do jogo do bicho...

Todo mundo – rapazes e mocinhas em idade de namoro – era convidado a ser sincero, a não mentir. E vinham as perguntas. Primeiro as mais gerais. Qual seu signo? Sua cor preferida? Uma bebida? Um sonho louco? Depois a coisa ia ficando mais íntima. Ama alguém? Já amou sem ser correspondido(a)? Onde deu seu primeiro beijo? Onde sonha passar a lua de mel? Namoraria alguém mais velho(a)? E havia as perguntas polêmicas – para a época, é claro. O que acha da virgindade? Que acha da pílula anticoncepcional?

Esses cadernos serviam como investigação para possíveis investimentos afetivos. Lógico que a graça era espiar as respostas dos outros. Aquela pessoa especial; hum, os signos combinam; oh, lua de mel na Grécia!; quer dois filhos, perfeito... E o amor sofria abalos na página 15, quando a criatura, num português medonho, se dizia contra a “pírula anticuncepissional”. E o amor morria na 17, quando o livro preferido era: “não transo leitura”.

Bem, desde que saí da adolescência, nunca mais soube de cadernos de confidências. E hoje, para quê?, se temos sites e chats de explícitas inconfidências... Melhor fechar a pasta desse arquivo. E o jurássico aqui sai dizendo: fui!

(Nivaldo Pereira)


Postado por Erica Ferro

Para pensar...

em sábado, novembro 21, 2009
Há um tempo em que é preciso abandonar as
roupas usadas, que já têm a forma do nosso
corpo, e esquecer os nossos caminhos, que
nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e se não ousarmos
fazê-la, teremos ficado, para sempre,
à margem de nós mesmos.

(Fernando Pessoa)

Uma gente laboriosa e mercadora; cuidam da 'felicidade geral';... Não, a vida me é dada uma vez, e ela nunca mais voltará: eu não quero esperar a 'felicidade geral'. E eu mesmo quero viver, do contrário o melhor seria não viver.

(Fiódor Dostoiévski em Crime e Castigo)

Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

(Pablo Neruda)

De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantaram-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto.

(Rui Barbosa)

O coração se despedaça quando, após ter se dilatado exageradamente pelo bafejo quente da esperança, ele retorna e se encerra na fria realidade.

(Alexandre Dumas, em O Conde de Monte Cristo)

Somos vestígios no vento que o tempo levou
Somos migalhas na memória que a mente não armazenou
Somos fragmentos no grito da alma que agonizou
Somos fagulhas no fogo que a angústia apaziguou.
Somos poeira na página que o futuro já rasgou.

(Ricardo Gondim)

MEU SACO de ilusões, bem cheio tive-o.
Com ele ia subindo a ladeira da vida.
E, no entanto, após cada ilusão perdida...
Que extraordinária sensação de alívio.

(Mario Quintana)

Postado por Letícia Christmann



"Ninguém é uma ilha..."

em sexta-feira, novembro 20, 2009
Companheirismo está ligado a amizade, que está ligado a fidelidade, que está ligado a verdade.
Muitos confundem companheirismo com cumplicidade. Cumplicidade é compactuar com tudo o que o seu "parceiro" fizer, aceitando-o e apoiando-o, ele estando certo ou errado. Isso é ser cúmplice.
Ser companheiro é estar ao lado, cuidando, auxiliando, aconselhando e, principalmente, amando. Cuidando para que o companheiro não se traia e não traia a ninguém, o incentivando sempre a ser honesto com ele próprio e com os outros, a ser verdadeiro. Porque isso, sim, é ser companheiro.
É estar junto por gostar, por se importar, por querer bem. Por isso, o companheirismo está ligado a amizade, ao amor, a família, a um namoro. Enfim, ligado a verdade, a pureza.
Um companheiro pode ser um amigo, pode ser um namorado, pode ser uma mãe, um pai, um irmão, um cachorro, um livro...
Companheiro é aquela pessoa/coisa que te faz bem, que te acalma, que cuida de ti.
Já dizia alguém (muito sábio, por sinal) que ninguém é uma ilha, todos precisamos uns dos outros para sobrevivermos e vivermos bem e felizes.
Que graça teria ter uma casa bonita, móveis bonitos, todo o dinheiro do mundo se não pudéssemos compartilhar isso com alguém, com um companheiro? Não teria graça nenhuma. Seria uma felicidade solitária. Felicidade compartilhada, se multiplica - isso é um fato incontestável.

E é por isso que a vida só tem graça se tivermos amigos, pessoas com quem possamos compartilhar, nos apoiar e apoiá-las também - ou seja, companheiros.
Podemos até manter nosso lado individualista (mas não egoísta) em certas ocasiões. É aceitável e compreensível que, em certos momentos, precisemos ficar sozinhos; refletindo, nos entendendo e nos conhecendo. Mas não podemos ficar assim pra sempre, pois uma andorinha só não faz verão.
Somos estrelas cintilantes, o mundo é o nosso céu. Uma estrela, com certeza, é linda, mas uma constelação é deveras muito mais bela e magnífica. São muitas, são unidas e formam um céu deliciosamente aprazível de ser ver.
O mundo deveria ser mais assim: companheiro. Não haveria tanta desgraça, tanta inveja, tanta guerra e tanta ambição, pois seria um cuidando do outro; querendo o bem alheio; o bem comum.
Chegou a hora de sermos mais companheiros, de sermos verdadeiros, de olhar o nosso próprio com mais atenção, mais respeito e cuidado; como desejaríamos que fosse conosco.
Pois nós... ah, nós não somos uma ilha.

(Erica Ferro)

Estilo

em quinta-feira, novembro 19, 2009
A poesia deve unir,
e não selecionar.
Todos merecem entendê-la
e, com ela, cantar.

Não há mais espaço
para uma linguagem arcaica
e para construções complexas.
Minha poesia é simples.

O mundo quer correr.
O mundo quer vibrar.
O povo precisa ler.
O povo precisa raciocinar.

Não me venha com barroquismos.
Não complique a minha vida.
Quero ser rápido.
O mundo pede velocidade.

Poesia para o povo.
Arte para a massa.
A elite que se adapte:
O que é bom, não passa.

(Thiago Assis)



Há muito acompanho o blog do Thiago e sempre me encantei com seus escritos. Depois de você ler essa poesia, concordará comigo quando digo que ele é um poeta e escreve muito bem.
Enfim, sou fã do Thiago Assis - e ele sabe!.

Postado por Erica Ferro
 
imagem do banner Design