Vem me ver!

em quarta-feira, janeiro 23, 2013
E essa saudade de você que não passa?
Sério, você pode achar que é exagero
Mas, meu bem, meu amor é tão
grande, mas tão grande,
que chega a doer
aqui dentro do peito

Vem me ver!
As portas da minha casa estão
abertas pra você.
Mas vem rápido,
porque acho que se eu não te ver
logo, vou morrer
de saudade

As pessoas desacreditam, mas
 morre-se de saudade,
sabia?
De saudade e de amor,
e eu te amo tanto

Acredita, ninguém vai
te amar mais do que eu
Ninguém

Sei que o meu amor por
você é meio louco,
meio torto, 
mas é amor

Vem me ver!
Mata essa minha
saudade
Mata essa minha vontade
de olhar pra você

Erica Ferro

Era de amor

em quinta-feira, dezembro 27, 2012

A saudade fez-se lágrima
A lágrima era de amor
Há tempos que a menina do vestido florido não sabe o que é verão

A saudade fez-se lágrima
A lágrima era de amor
Há tempos que a menina do vestido florido sonhava com uma palavra doce
pronunciadas por aqueles lábios em formato de coração

A saudade fez-se lágrima.
A lágrima era de amor
Há tempos que a menina do vestido florido desacreditava em um amor recíproco
Ainda assim, amava

A saudade fez-se lágrima
A lágrima era de amor
Há tempos que a menina do vestido florido cultivava um amor calminho,
bonito, colorido, bem dentro do peito

A saudade fez-se lágrima
A lágrima era de amor
Há tempos que a menina do vestido florido havia decidido que continuaria a amar,
sem cessar, no verão, na primavera, no outono ou sob um belo luar

A lágrima era de amor

(Erica Ferro)

O fim da história

em quarta-feira, dezembro 05, 2012
Era uma vez uma moça que vivia feliz em sua casa amarela, mesmo que a porta da sala estivesse com o vidro quebrado e o banheiro fosse apertadinho, mesmo ainda que o fogão deixasse um pouco a desejar. Vivia tranquila, organizando sua escrivaninha, varrendo ali, limpando aqui, fazendo comida acolá, em uma rotina gostosa e sem maiores problemas. As festas que aconteciam, de vez em quando, eram restritas a amigos muito próximos, e mesmo fazendo uma bagunça sem igual, o velhinho implicante que morava em frente não reclamava mais como fizera outrora. Tudo nos eixos, tudo com cor demais.
Adorava seu grupo de amigos, fazia realmente a diferença ter aqueles rostos para olhar com frequência, saber com quem contar, uma companhia tanto para ir ao hospital quanto para tomar uma (ou quatro!) garrafa de tequila. Era bom como estava, mesmo.
Porém, certo dia, um furacão passara por lá e não deixara nada no lugar. Ela estava numa boa, lendo seu livro quando ficou sabendo que seu amigo, um amigo muito querido, havia causado aquilo. E o furacão não perdoou a casa amarela. Viu-se amizades indo para um lado, amores para outro, confiança tentando escapar pelo teto, raiva quebrando janelas, lamentos batendo portas, o amargo da chuva ácida acabando com os sorrisos e a felicidade descendo pelo ralo, que estava entupido, então ela se debatia para conseguir passar por debaixo do portão, alcançando a canaleta.
Estranho como aquilo acontecera tão rápido! Não houve tempo para agarrar as fotos no mural do quarto, as frases que correspondiam a tantas histórias (por vezes engraçadas, outras trágicas) pulavam da janela, certamente visando o suicídio. Fora assim, tudo de pernas pro ar.

A moça conseguira encontrar abrigo debaixo da sua cama, mesmo com a janela tremulando e a porta batendo com o vento insuportável, viu-se segura ali. Quando a poeira baixou e as coisas se acalmaram, resolvera andar pela casa: nada mais estava no lugar.
Perto da porta dos banheiros, encontrou cacos de amizades acreditadas, até alguns dias, indestrutíveis. Na cozinha, em meio aos cacos de vidro de garrafas de cerveja, confiança, carinho, afeto - todos sangrando e dando seus últimos suspiros. As paredes da sala, nuas: não haviam mais histórias para serem contadas. A garagem, antes sala de reunião das mais divertidas bebedeiras, não existia mais. 
Seu quarto permanecera, na medida do possível, intacto. Protegera-se nele, e conforme conseguia, segurava seus pertences perto de si. O furacão tivera medo de passar por debaixo da cama, mas causara ódio, dor, raiva e mais um pouco de dor. Não poderia ter sido diferente: como destruir tudo a sua volta e tentar deixá-la intacta? O mundo não girava naquele sentido, não funcionava daquela forma.
Por fim, sentou-se em um canto e pôs-se a juntar alguns cacos que ficaram um pouco menos esmigalhados do que os outros, comendo um pedaço de chocolate para se concentrar em sua tarefa, sem deixar a raiva e a dor tomarem conta de todo o seu ser. Ainda podia sorrir quando conseguia unir perfeitamente alguns cacos.
Chuviscava e batia um vento entrecortante com todos os vidros da casa estilhaçados. Não permitiria mais que o furacão passasse por ali.


Letícia Christmann
Ps. Esse "era uma vez" chama-se últimos dias.

Quando?

em segunda-feira, dezembro 03, 2012
A minha tristeza é grande e complexa. A tristeza que tenho sentido é do tipo que pega o coração, aperta sem dó nem piedade, que angustia a alma, que pisoteia os sonhos e toda a positividade que existe em mim. Mas, ainda assim, eu sei que não é o fim, que não é a pior coisa do mundo. Eu sei que a tristeza que sinto agora vai passar, que as dores físicas que sinto vão cessar e que esse peso no coração vai sumir. Eu sei, mas agora eu só quero ficar no meu canto, quietinha, chorando calada, soluçando baixinho. Não é preciso que os outros entendam essa minha tristeza, esse meu desgosto pela vida, pelo mundo, pelas pessoas. Não quero compreensão. Não quero abraços. Não quero palavras. Eu só quero ficar assim, como já disse, na minha.
Eu acredito em dias melhores, do fundo do coração, acredito. Mas agora... agora a minha visão está turva pelas lágrimas e eu não consigo pensar direito. Tudo o que eu quero é que as coisas se encaixem nos seus devidos lugares, tal como era antes. Eu só quero ter o direito de fazer o que eu gosto de fazer, de realizar as coisas que me dão prazer, que me fazem feliz. Eu só quero poder me sentir bem de novo, contente, confiante. Só isso. Não peço muito, Universo. Pare de me castigar pelo que quer que seja, não mereço tantas chicotadas, tantos puxões de tapete. Eu já sofri demais, já chorei demais, já perdi a fé, já... Eu já nem sei mais o que digo. Isso vai passar? Alguém pode me garantir que tudo ficará bem novamente? Já não vejo mais nada. A única coisa que sinto é essa mão esmagando meu peito, me deixando sem ar, me fazendo chorar. Quando isso vai acabar?

Erica Ferro

♫ Pensando em você... ♫

em domingo, dezembro 02, 2012


Pensando em você - Paulinho Moska

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
E com você me sinto bem

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer

Eu, pensando em você
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
E com você me sinto bem

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer

Pensando em você
Pensando em você
Pensando em você
Pensando em você

* * *

Postado por Erica Ferro


Amor Adolescente

em terça-feira, novembro 06, 2012

Ser adolescente é descobrir, conhecer e colocar-se como um ser pensante, ativo, sonhador. A coisa que mais nos faz decidir-se por como ser e o que fazer é o amor, o amor adolescente.

Já fiquei “pendurada” na janela do meu quarto esperando aquele menino passar. Já tive inveja da menina que tinha atenção do meu garoto, meu pelo menos em meus sonhos. Já desprezei corações apaixonados e desejei apaixonar alguém.

Há meninos que resolvem se tornarem “galinhas” porque foram desprezados pela garota dos sonhos, mesmo sendo tão doces. Há meninas que desprezaram o garoto que mais queriam por terem sido descobertas como possíveis namoradas tarde demais.

O primeiro beijo. A primeira lágrima derramada por causa da indiferença com que se foi tratada. O arrumar dos cabelos logo pela manhã para fazer um charme. E o andar mais seguro para chamar a atenção dele. Uma piada sem graça, uma briga a toa, sem motivo. O que é o amor quando se é adolescente?

Ter quinze anos parece significar estar apaixonado. Você se interessa por aquela pessoa pelo seu jeito de andar, de sorrir, de te fazer rir. E é incrível como ninguém entende o seu sentimento. Até você não entende e um dia, quando mais velho, começa a pensar que não passava de um bobo, pois era inseguro, se preocupava muito com que as pessoas pensavam e ficava mudo diante da pessoa que achava que era o grande amor da sua vida “for ever and ever”.

Adolescer significa crescer em forças e o que cresce com tudo nesse período da vida é qualquer sentimento provocado pela pessoa que mais desejava. Raiva e ódio fazem parte desse amor que foi e quase sempre é dilacerador quando chega ao fim. Mas no fim, você leva para o resto da vida cada paixonite que teve quando tinha seus 14, 15 ou 16 anos.

De vez em quando bate aquela nostalgia. Um homem é capaz de lembrar “aquela menina despedaçou meu coração”. E uma mulher lembra-se das piadas que escutava e diz “ele era tão fofo, mas pegava todas”. Os adultos se recordam das cartinhas que trocavam durante a aula.

E toda essa coisa, que parece bobagem depois que se fica velho, se reflete um pouco nos amores de verdade que se encontra quando adultos. Bom mesmo é se todo amor adulto se sentir como o amor adolescente no que se diz respeito ao desejo, carinho e cuidado com a pessoa amada. Por isso que quando a gente se apaixona a gente pensa “to parecendo um adolescente” e completamos “mas isso é maravilhoso”.

Karol Coelho
após assistir o filme nacional bobo de adolescente  "Desenrola"

Poxa!

em quinta-feira, outubro 25, 2012
Poxa!
Sim, resolvi começar a escrever esse texto com um lamento.
Um lamento guardado há dias, mas que agora está pronto para sair, me libertar.
Estou, simplesmente, notadamente, infinitamente... Cansada.
Eu cansei de fingir o sorriso, cansei de não me incomodar com as conversas, cansei de fingir que nada está acontecendo.
É, pode ser que o problema todo seja esse: o nada acontecendo.
Mas eu cansei! Cansei de olhar nos olhos e passar a impressão do "está tudo bem", de confiança, quando na verdade me sinto desmontada, quiçá destruída por dentro.
O olhar está escurecido, perdido. As mãos não encontram mais posição. As pernas não param de balançar. E o cansaço de fingir que está tudo bem está me consumindo, aos poucos, lentamente, gradativamente.
Não, não está tudo bem. O vermelho lembra sangue, o copo de café parece sempre escorrer entre os dedos, o rosto de bom dia se mostra cada vez mais entediado, mais acabado.
Mas eu sempre digo para você que se as coisas não estão bem, elas tem que ficar. Então visto a minha máscara, respiro fundo e tiro um sorriso de onde der. Vai dizer que não fica tudo bem assim?
Sim, está tudo bem assim, é como deveria estar, não?
E por que diabos por dentro eu não me sinto assim?
Sabe, eu cansei.
E também resolvi terminar esse texto com um lamento...
Poxa!

Letícia Christmann

 
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