Meus Rabiscos

em sexta-feira, setembro 17, 2010
Eu rabisco meus passos por aí.
Rabisco bem rabiscado.
Os guardo pra lembrar.

Tenho rabiscos dos meus sonhos.
E como todo bom rabisco,
só eu entendo, e olha lá!

Nos rabiscos visualizo horizontes,
Novas formas.
As vezes mudo as cores do meu lápis.
As vezes, uso caneta mesmo!
É mais difícil de apagar!

Rabisco desde cedo!
De vez em quando eu pego um lápis emprestado.
A borracha já tentei usar, mas mesmo assim,
Quase sempre ficam as marcas no papel.

Vou rabiscando aqui, rabiscando lá!
Cada um com seus rabiscos!
Estou aprendendo a desenhar.

(Karol Coelho)
Tava com saudade!

Re-Nascer

em quinta-feira, setembro 16, 2010
Ela andava, distraída. Observava as árvores centenárias em volta, trazendo a sombra tão desejada naquele dia de sol exuberante. A brisa batia leve em seus cabelos, fazendo com que eles se mexessem sem que quase ninguém notasse. Estava feliz, vestida de branco, calma, sem pressa. Queria chegar ao mar, sentar na praia e ficar ali até anoitecer, tentando contar as estrelas, vendo o sol se por, a lua brilhar e o sol nascer. Queria poder contar os grãos de areia que abrigasse na palma da mão. Queria ver tempestades, raios, trovões e o arco-íris. Desejava deitar e acordar só com o sol em seus olhos. Tomar banho de mar.
Ela andava, distraída. Pensava em como tê-lo ao seu lado em todos aqueles devaneios seria bom. Ela poderia incluir o querer sorrir, sentir e viver em todas as suas vontades com ele por perto. Os tropeços não seriam tão dolorosos, não com uma mão para ajudá-la a levantar naquele caminho sinuoso. Talvez o caminho até o mar nem parecesse tão comprido, tão distante.
Ela andava, distraída. E, na distração, concluiu que precisava de um novo amor. Aquele que a acompanharia sem reclamar. Aquele que estaria ali, sempre e pra sempre.

"Vem ver o sol nascer,
Vem ver a vida nascer,
Sob esse céu azul que brilha no infinito,
Onde tudo é mais bonito,
Onde um dia encontrarei você..."
(Valter Klug)

Letícia Christmann

Nada por mim

em domingo, setembro 12, 2010
Lembra daquela última vez que estivemos juntos? Sorrimos, brincamos, conversamos. Parecíamos amigos, sem brigas, sem preocupações, sem desavenças. Eu consigo me lembrar daquele dia com facilidade, acho até que não faz tanto tempo assim. Mas aquela felicidade quase plena parece distante. Não fingíamos, não conversávamos com meias palavras, nenhuma frase poderia tomar duplo sentido como de lá pra cá.
Naquela última vez estávamos completos, realmente juntos. Estávamos ligados, interessados. Agora vejo, parece muito tempo. Nos desconhecemos tão fácil, nos desencontramos, não nos acertamos. Começo a sentir que nos conhecemos demais. Demais para estragar. Será que viramos um só que não conseguiu se dar bem?
Nessa história toda conseguimos ser o diabo e o anjo ao mesmo tempo. E o mais importante esquecemos: nós.
E como sempre, a cama fica vazia, a vida rotineira, o coração apertado... E o que sobra é a falta.
-
"Você me tem fácil demais, mas não parece capaz de cuidar do que posssui. Você sorriu e me propôs que eu te deixasse em paz, me disse vai e eu não fui.
Você me diz o que fazer, mas não procura entender que eu faço só pra te agradar. Me diz até o que vestir, com quem andar e aonde ir, mas não me pede pra voltar...
Não faça assim, não faça nada por mim... Não vá pensando que eu sou seu."
(Paula Toller e Herbert Vianna)
-
Letícia Christmann

Qual é?

em terça-feira, setembro 07, 2010
-Qual o seu maior medo?
-Qual sua melhor qualidade?
-Qual seu momento mais feliz?
-Qual seu momento mais triste?
-Qual seu maior sonho?
-Qual seu maior arrependimento?
-Qual momento você voltaria no tempo?
-Qual seu plano imediato?
A conversa baseava-se nisso. No meio das perguntas, os olhos verdes dele fitavam-na e tomava mais um gole de cerveja. Sentados no chão, riam, se divertiam, filosofavam, se confessavam.
Levou-a até em casa. Amanhecia. As estrelas haviam sumido, o céu ficando azul claro e em menos de dez minutos, ambos assistiram a passagem da noite pro dia. Fora uma noite agradável. Um amanhecer agradável. Os passarinhos assobiavam pelo caminho inteiro.
Entrou e dormiu como um anjo. Acordou pensando em todas as perguntas, e o quanto esquece de perguntar-se as vezes. Tem um motivo pra continuar, todo dia, mesmo sem saber qual é.
Sentou-se na cama e sentiu a ressaca. A vida é mesmo uma caixinha de surpresas...

"Se você não se lembra
Então feche os olhos e sinta
Onde quer que esteja
O tempo vai voltar

E as nuvens serão velhas paisagens
E eu estarei apertando a sua mão
Eu estarei a seu lado"
(Ira! - Mesmo Distante)


Letícia Christmann

De Janeiro a Janeiro

em quarta-feira, setembro 01, 2010
(Roberta Campos - Nando Reis)
Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, me deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar
-
Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer, que eu não posso chorar
-
Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar
-
Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de Janeiro Á janeiro
Até o mundo acabar

Ps. Essa música é linda, não?!
Postado por Letícia Christmann

Canto choroso

em domingo, agosto 29, 2010
Me ouvem?
Hoje o meu canto é triste porque o meu moço
partiu assim, tão abruptamente, sem sorriso
de despedidas, sem nada, nadinha.

O meu moço foi e levou tudo o que eu tinha:
eu só tinha ele.

Será que o moço ouve meu canto choroso?
Moço, eu te tive tão sem querer, tão suavemente,

tão secretamente, que você partiu sem saber
que era meu, e era meu pra sempre.

Não sei onde você se escondeu.
Você se escondeu?
Não sei, eu não sei de mais nada.
Só sei que meu maior desejo, meu maior sonho,
minha única obsessão no momento é encontrar
você e dizer: "moço, você é meu... Não percebeu?".
Não posso me enganar. O meu moço não me ouve.


Ah! Hoje minha canção é tristinha.
Eu não quero mesmo que vocês escutem.
Vocês chorariam.
E eu não sou tão egoísta de querer ver vocês tristes
comigo, compartilhando da minha dor.
Na verdade, eu quero essa dor, eu quero lidar
com ela.
Quero saber matá-la, mas eu espero matá-la
com um beijo dele, o do moço dos meus sonhos.
Um beijo do moço das minhas loucuras, das minhas
agonias.
O moço que é toda a minha alegria.
O moço que é meu, mas não sabe.
E eu espero que não morra sem saber.
Aliás, quem morrerá serei eu, senão conseguir
dizer-lhe isso logo.
A dor é grande.
E eu continuo cantando.
Cantando e chorando...

(Erica Ferro)

* * *

Hoje tô no clima de inventar
estórias.
Já inventei estória no Sacudindo Palavras.
Agora resolvo devanear por aqui.
Há muito que não sinto essa dor intensa
de paixão sofrida, castigada e unilateral.
No meu coração, as coisas estão calmas,
tranquilas e, hoje, sei amar sem afobação,
sem muitas ilusões.
Amo sem procurar motivos.
Amo porque amor, seja lá como for,
nos torna melhor.
Colore a vida.

Hasta la vista, muchachos!
=*

Pedaço de mim

em sábado, agosto 28, 2010
Adoro um drama
Pois sou atriz
Vivo me arriscando, dando piruetas pela vida
E só escapo por um triz

Me apetece viver na corda bamba
Inventando poesia
Tocando samba
Mergulhando em fantasia

Sou menina-moleque, que paga pra ver
Que deve e não paga
Que pensa que é o que poderia ser

(Erica Ferro)

* * *

*Quanto tempo, meu povo!
Finalmente postei algo por aqui.
As palavras têm me fugido. Ou eu tenho fugido delas?
Não sei, mas agora entendo que eu só preciso
parar e escrever.
É isso que eu farei.
Não vou me afastar tanto daqui.
Hasta la vista!
@ericona.


 
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